Sábado, 9 de Fevereiro de 2008
Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
Peladas de fim de ano da imaginação nonsense
Amigos do Freud x Amigos do Jung
Entrada: 1kg de alimento não perecível. Durante o evento, houve sorteios de vales-terapia.
Resumo:
Freud comentou que o Jung reprimia um provável homossexualismo camuflando a vontade de se libertar com 'meter a bola pra dentro' e 'jogar para o time'.
Jung, por sua vez, bateu na tecla que nada daquilo era real. Todo o jogo era uma máscara metafísica criada pelo Homem em sua essência. O gol nada mais era que um objetivo íntimo realizado.
(Da arquibancada, Lacan xingava os dois e pedia raça)
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Amigos do Rodrigo Arroz x Amigos do Jefferson Feijão
Entrada: Um torresminho da hora.
Resumo:
Ambos os times com muita fome de bola, mas faltou fibra a alguns. O time de Feijão ficou entalado na garganta do adversário, sendo necessária a entrada em campo de uma Coca-Cola 2L.
Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007
Papai "Sacana" Noel
É dezembro. O Natal se aproxima. O mundo cristão se prepara para a data mais importante do ano. As crianças já sorriem e se encantam com aquele velhinho de feições amigáveis que passa a noite do dia 25 distribuindo presentes ao redor do mundo. É o Papai Noel.
Mal sabem elas do quão pilantra e sacana é esse ser. Compartilharei com vocês fantasmas do meu passado – que jurei apagar da minha memória – que me fazem pensar tão mal desse balofo safado.
É provável que Papai Noel jamais tenha sido criança. Digo isso porque só uma criança sabe o que é ver os primos ganhando boinas verdes dos Comandos em Ação (cito a década de 90, quando vivi minha infância) enquanto abre pacotes e pacotes de peças de roupa, que variam de camisas amarelas golas pólo – geralmente era o presente da Tia Jussara, que não te via há 200 anos, o que explicaria o fato de achar que você ainda mede 80cm, como da última vez que ela te viu - até meias* e cuecas. Na manhã do dia 25, eu me sentia como aquele soldado que sobrevive à Guerra do Vietnã e, ao chegar em casa, encontra sua jovem e linda esposa pesando 136kg e se afogando em prazer num pote de sorvete. Isso acontecia porque, inconscientemente, eu já sabia que nenhuma daquelas grandes caixas com belos embrulhos natalinos me pertenceriam. O que fatalmente sobraria, eram pacotes molengos em papel verde. Ainda assim, tentava acreditar até o último segundo que tal recipiente, mole e morto, continha o Super Nintendo que eu havia esperado durante todo o ano.
*Em tempo: Eu tinha um ódio especial pelas meias. Depois de muito tempo encarando-as, me conformava que elas não eram culpadas por eu não ter ganhado o kit do Jaspion ou o Super Nintendo supracitado. Meu coração, por alguns segundos, se enchia de compaixão por aquelas tristes irmãs de tecido. Porém, tudo se acabava ao calçá-las. Por pura sacanagem, já que eu havia desprezado-as no dia anterior, elas formavam bolinhos de pano no contato com o tênis, o que tiraria a paciência e incomodaria até o mais bravo guerreiro espartano.
Acho que vocês já entenderam o motivo da ira que nutro por esse velho superestimado do caralho. Voltando a falar dessa massa gorda, eu jurava a mim mesmo que daria um jeito nele no próximo Natal, o que obviamente não acontecia 1-por influência das novas tecnologias, que criavam bonecos cada vez mais flexíveis e com super itens e 2-por causa dos meios de comunicação, que ao fim de novembro já tratavam de encher minha cabeça com essas informações e me fazer dar uma chance ao gordo panaca. Sempre me arrependia no dia 26. Meus planos malignos variavam desde encher o copo de leite deixado para ele ao lado da árvore com Clostridium botulinum até armar uma armadilha para ursos no chão da lareira, em baixo da chaminé. Essa segunda opção era instantaneamente eliminada, visto que não tínhamos uma chaminé e muito menos uma lareira. Desisti de matá-lo quando pensei que ele poderia, já morto, ficar preso em algum ponto escondido da minha casa, logo, provocando odores pútridos por todo o lar e problemas com o Estado, quando finalmente ele fosse encontrado decomposto em nossa laje. Mas devo ser honesto comigo e admitir que a idéia de vê-lo escurecido e em nível avançado de decomposição, era deveras tentadora.
Os anos foram passando, fui crescendo e meu ódio acabou por se estabilizar. Mas isso só dura até a segunda quinzena de novembro, quando começo a ver pessoas vestidas de Papai Noel, geralmente suadas, num calor de 40° e em frente a lojas de atacado (de roupas, ironicamente). Há também aqueles que trabalham em shoppings fingindo que entendem o que suas diminutas vítimas o pedem.
-Suposto Papai Noel: O que você quer de Natal, meu filho?
-Criança com um belo sorriso: Papai Noel, quero um PS2 com Winning Eleven 11!
-Suposto Papai Noel: Ok, meu filho. Hohoho...
Maldito.
Sua hora chegará, gordão. Sua hora chegará.
Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Terremoto de 6,1 graus sacode o Peru
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Há males que vêm para o bem. Esse fato é essencial para o crescimento do Peru.
Quarta-feira, 4 de Julho de 2007
Sino-vanguarda
Primeiramente, leiam a seguinte headline:
Celular explode e mata chinês
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Os chineses têm se mostrando de extrema utilidade para a humanidade, representando o papel de Caçadores de Mitos. Involuntários. A cada dia que passa, surgem novas sino-notícias na rede, e com elas a quebra de novos tabus. Essa notícia citada acima, por exemplo. Deve ser do conhecimento de todos, que é cogitado o risco de uma bateria de celular explodir e causar danos ao usuário, mas até então tudo era tratado mais como um modo de prevenção e aviso do que como um alerta, propriamente dito. É aí que surge um chinês e mostra na prática aquilo que por tanto tempo foi especulado. Dá pra imaginar o diálogo entre um conceituado engenheiro finlandês da Nokia e um membro da área de engenharia social do governo chinês:
-Engenheiro finlandês: Então, Xi(vamos nomear o chinês de Xi), a gente tá desenvolvendo um novo sistema para os nossos aparelhos, que envolvem mudanças na concentração de lítio, mercúrio e outros dados técnicos que não vêm ao caso. Os riscos ainda são desconhecidos. Preciso que você me dê uma força nisso.
-Xi: Tranqüilo. Quê tu quer que eu faça por aqui? (vamos chamar o engenheiro finlandês de Mika).
-Mika: Ah, coisa simples. Preciso que uma boa quantidade de gente, o que não falta por aí, use esse serviço por algum tempo, cada um devidamente mapeado. Depois desse período pré-estabelecido, mando uma equipe fazer um relatório global das pessoas que usaram. Isso vai mostrar na prática aqueles boatos de que celulares explodem de cabeças humanas a postos de gasolinas, apagam aviões, fritam ovos, etc, etc.
-Xi: Ah, beleza. Quantas cabeças você precisa, mais ou menos? Umas 400 milhões?
-Mika: Precisa disso tudo não. Uns 200 milhões tá bom.
-Xi: Certo. Vou providenciar as vendas e desde já começar o mapeamento.
-Mika: Valeu então, Xi. Abraço.
Poucos dias depois, um aparelho de celular explode e mata um chinês. Caso que tá devidamente anotado na prancheta de um pesquisador de jaleco branco em Helsinque.
Povo de vanguarda. E agora com utilidade conhecida.
Sexta-feira, 29 de Junho de 2007
Pessoas educadas até demais...
Expelem aqueles gases pútridros - que nos lembram a nossa triste condição humana - e que que são uma espécie de "prévia" do que nos espera em "médio-prazo" ou "curtíssimo espaço de tempo", referindo-me, é claro, àquilo a que chamam "Existência"?Ou não peidam?
(PIÇA, Baduh)


